sexta-feira, 17 de abril de 2020

Peste Suína Africana (PSA) - Agravamento da Situação Epidemiológica Atual

“A situação epidemiológica da peste suína africana na Europa e no mundo continua a agravar-se”, apontou, em comunicado a DGAV.
Posto isto, esta direção-geral solicitou aos produtores, comerciantes industriais, transportadores, caçadores e veterinários o reforço das medidas preventivas, onde se inclui a proibição da alimentação de suínos com lavaduras e com restos de cozinha e mesa.
Entre as recomendações da DGAV estão ainda a correta aplicação das medidas de biossegurança nas explorações, centros de agrupamento, entrepostos e nos transportes, bem como a adoção de “boas práticas no ato de caça”.
Este serviço central da administração direta do Estado pede ainda que não sejam deixados restos de alimentos acessíveis a javalis e exige o reporte de qualquer ocorrência ou suspeita de PSA aos seus serviços regionais e locais.
De acordo com o mesmo documento, entre as últimas situações detetadas encontra-se o primeiro foco de PSA em suínos domésticos na Polónia, numa exploração com cerca de 23.746 porcos junto à fronteira com a Alemanha.
Por outro lado, as autoridades veterinárias da Hungria continuam a notificar “um grande número de casos de PSA em javalis”, 1.536 casos desde do início do ano até agora, enquanto na Bulgária a situação epidemiológica continua agravar-se, com 207 notificações de casos de javalis e 16 focos em suínos domésticos.
Na Roménia, desde o início do ano, foram identificados 201 focos em suínos domésticos e 397 casos em javalis, tendo ainda ocorrido casos, no mesmo período, na Bélgica (3), Eslováquia (52), Estónia (19), Letónia (91), Lituânia (75) e Itália (32).
Adicionalmente, “continuam a ser notificados casos em javalis e focos em suínos domésticos na Federação Russa, Moldávia, República da Sérvia e na Ucrânia”.
Já na Ásia a PSA “continua a disseminar-se” pela República Popular da China, Mongólia, Hong Kong, Vietname, Camboja, Coreia do Norte, Laos, Myanmar, Filipinas, Coreia do Sul, Timor Leste e Indonésia.
A peste suína africana “também disseminou na Oceânia”, tendo sido, em 25 de março, confirmados quatro focos em suínos domésticos na Papua-Nova-Guiné, “aumentando o risco de introdução na Austrália dada a proximidade geográfica com aquele país”.
Em maio de 2019, o Ministério da Agricultura, então liderado por Capoulas Santos, apresentou o plano de prevenção contra a PSA, que engloba um conjunto de medidas para travar o risco de entrada da doença em Portugal, bem como a preparação de um plano de contingência.
Conforme apontou, na altura, o Governo, o risco de introdução da peste está associado a fatores como a entrada de suínos domésticos e selvagens infetados, de produtos e troféus de caça contaminados, bem como o contacto com alimentos ou outros materiais contaminados, de que são exemplo viaturas, vestuário e equipamentos.
O primeiro eixo deste plano de ação inclui um conjunto de medidas preventivas que passam pela comunicação e sensibilização, reforço da biossegurança, da vigilância e da deteção precoce, pela redução das populações de javalis e pelo incremento dos controlos oficiais.
Já o segundo eixo dedicado à preparação para a contingência, contempla o reforço da preparação dos serviços oficiais e peritos para responderem atempadamente em caso da deteção da peste suína e o desenvolvimento de uma plataforma informática de apoio aos planos de contingência.
A PSA esteve em Portugal durante 30 anos, tendo sido erradicada em 1996. O último foco foi detetado em 1999, mas foi de seguida erradicado.


PESTE SUÍNA AFRICANA - O QUE É?
A peste suína africana (PSA) é uma doença viral que afeta os suínos domésticos e javalis de qualquer idade. Tem um elevado impacto social, económico e ambiental, devido à elevada mortalidade dos suídeos e aos bloqueios no comércio. O vírus da PSA não representa qualquer perigo para a saúde humana. Também não existe vacina nem tratamento para esta doença.
O último foco de Peste Suína Africana em Portugal foi a 15 de novembro de 1999.
A Peste Suína Africana é uma doença de notificação obrigatória, para a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), para a União Europeia e a nível nacional.
Os produtores, comerciantes, industriais, transportadores, caçadores, médicos veterinários e de quem lida com os efetivos de suínos e com as populações de javalis devem notificar qualquer ocorrência ou suspeita de PSA bem como aumentos anormais na mortalidade nas populações de javalis (art.º 3.º do Decreto-lei n.º 267/2003 de 25 de outubro), aos serviços regionais e locais da DGAV (ver contactos)

Situação Atual da PSA:
Tendo em conta o agravamento da situação epidemiológica da PSA em suínos domésticos e selvagens na Europa e na Ásia maio foi aprovado a 29 de maio o Plano de Ação para a Prevenção da Peste Suína Africana 2019-2021, através do despacho 5608/2019 do Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural e publicado a 12 de junho (ver esquema).
Este plano foi elaborado pela DGAV e ICNF e contém as medidas preventivas contra a PSA. Neste plano as medidas preventivas assentam em 5 eixos entre eles, a campanha de comunicação e sensibilização, o reforço da biossegurança, o reforço da vigilância e deteção precoce, a redução das populações de javalis e gestão das suas densidades e o incremento dos controlos oficiais.
Situação na Europa
O vírus da PSA continua a circular em suínos domésticos e selvagens na União Europeia (UE), na Bélgica, Bulgária, Estónia, Eslováquia, Grécia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, Roménia e na Itália, na ilha da Sardenha. Na Europa fora da UE, outros países terceiros foram afetados como a Ucrânia, a Moldávia e a Federação Russa (parte europeia) e a Republica da Sérvia com focos tanto em suínos domésticos como em selvagens. Disponibilizamos em anexo a distribuição espacial dos focos em 2019 e em 2020 de Peste Suína Africana na Europa (União Europeia República da Sérvia e Ucrânia) do ano 2019 e uma distribuição espacial dos focos do início do ano 2020 até ao dia 07.04.2020.
A Comissão Europeia (COM) fez publicar a Decisão de execução (UE) n.º 2014/709/EU de 9 de outubro e suas alterações com as medidas de polícia sanitária contra apeste suína africana em determinados estados membros e implementou uma política de regionalização das zonas afetadas com restrições à movimentação de suínos e seus produtos e subprodutos diferenciadas em função do nível de risco (ver mapa da regionalização no portal Comissão Europeia)
Por outro lado a Comissão Europeia (COM) fez publicar a Decisão de Execução (UE) 2018/834 da Comissão de 4 de junho, que altera a Decisão de execução 2014/709/UE que institui a proibição na União da expedição de javalis para outros Estados-Membros e para países terceiros e que é aplicável em todos os Estados-Membros.

Situação Mundial da PSA
Esta doença é endémica em muitos países de África que estão situados abaixo do Sahara. Também é endémica na Sardenha (Itália) desde a sua introdução em 1978.
Desde o ano de 2007 o vírus da PSA tem vindo a dispersar-se pelos países do Cáucaso e Federação Russa. Posteriormente disseminou-se a ocidente para a Bielorrússia, Ucrânia, Moldávia e entrou na União Europeia afetando diversos estados membros. Em agosto foram notificados os primeiros focos de PSA em suínos domésticos na República da Sérvia. Desde agosto de 2018 a PSA continuou a disseminar-se por vastas áreas da República Popular da China e outros países da Ásia, como a Mongólia, Vietname, Camboja, República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte), Laos, Coreia do Sul, Filipinas, Timor Leste, Indonésia, Hong Kong e Papua-Nova Guiné.
Mais  informação relevante sobre a PSA:
• Recomendações gerais e medidas de Biossegurança a implementar pelos agentes de controlo e outros elementos na entrada em explorações
• Normas gerais de limpeza e desinfeção e a lista de desinfetantes e biocidas aprovados para a PSA (ver).
• Lista comparativa dos biocidas para os planos de contingência (ver).
• Cartazes publicados pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) que foram traduzidos para Português pela DGAV, direcionados para os produtores das explorações de suínos comerciais , os produtores de explorações não comerciais  e os viajantes
• Vídeo publicado pela OIE  no âmbito da campanha “PSA mata porcos”,  traduzido para inglêsespanhol e francês.
• Vídeo publicado pela  ESFA, legendado em Português, intitulado  “Como ficar um passo à frente”.
• Documento disponibilizado pelo Laboratório Comunitário de Referência sobre sinais e lesões das várias formas de PSA em suínos domésticos e javalis (ver).
• Cartaz da DGAV  sobre “Medidas preventivas contra  a PSA em javalis” 
• Folheto da DGAV sobre a PSA em suínos domésticos
• Folheto da DGAV sobre o papel do caçador
• FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) - ver
• OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) - Ficha técnica  e Código dos Animais Terrestres - ver
• European Food Safety Autority (EFSA) - Esta Agência emitiu vários pareceres científicos acerca da PSA - ver 
• Projeto ASFORCE - ver
• Ver Laboratório Nacional de Referência (LNR) na lista publicada de acordo com a Diretiva n.º 2008/73/CE, do Conselho de 15 julho, e com Decisão da Comissão n.º 2009/712/CE, de 18 de setembro.
NOTAS INFORMATIVAS PUBLICADAS PELA DGAV :
  • 14 de abril de 2020 nota informativa n.º 2/2020/PSA (ver)
  • 28 de fevereiro de 2020 - Nota Informativa n.º 1/2020 (ver)
  • 20 de agosto de 2019 - Nota informativa n.º 1/2019 (ver)
  • 13 de setembro de 2018 - Recomendação n.º 1/2018 PSA
  • 14 de maio de 2018- Nota informativa n.º 2/2018/PSA(ver)
  • 22 de janeiro  de 2018 - Nota informativa n.º 1/2018/PSA (ver)
  • 25 de julho de 2017 - Nota Informativa n.º 1/2017/PSA (ver)
  • 24 de outubro de 2016 - Nota Informativa n.º 1/2016/PSA (ver)
  • 11 de dezembro de 2015 - Nota Informativa - Atualização da situação da Peste Suína Africana (PSA) na Europa Oriental e medidas preventivas para Portugal (ver)

Legislação Nacional:
. Decreto-Lei n.º 267/2003, 25 outubro e suas alterações
. Decreto-Lei n.º 131/2008, 21 julho e suas alterações
Decreto-Lei n.º 39:209, 15 maio 1953 e suas alterações
Despacho 5608/2019 de 29 de maio 

Legislação Comunitária:
.Diretiva n.º 2002/60/CE  de 27 junho
.Decisão 2003/422/CE da Comissão de 26 maio
.Decisão de execução (UE) n.º 2014/709/EU de 9 de outubro e suas alterações
(Atualização: 03.03.2020)

Fonte: http://www.dgv.min-agricultura.pt/portal/page/portal/DGV/genericos?generico=18889&cboui=18889

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Cão de Gado Transmontano - Raça reconhecida pela FCI

Temos o gosto de anunciar que a raça de Cão de Gado Transmontano foi recentemente reconhecida pela Fédération Cynologique Internacionale, FCI, maior federação canina do mundo. Felicitamos todos os envolvidos neste processo, reconhecendo o esforço preconizado ao longo de todo este complexo e exigente processo. 
O processo de reconhecimento provisório agora adquirido, pressupõe entre outras vertentes, o conhecimento genético da raça, despiste rigoroso de doenças de prevalência e hereditabilidade elevada e estudos de comportamento, num trabalho constante de melhoramento genético sério e rigoroso. O reconhecimento internacional desta raça autóctone é-nos particularmente caro não só de forma direta pela própria raça em si, mas também decorrente da enorme importância da mesma na história da região de Trás-os-Montes enquanto cão de proteção de gado, acompanhando os pastores ao longo da história.  Desejamos assim que o reconhecimento definitivo que certamente se seguirá, possa contar com o apoio de todos, dada a importância desta raça no panorama das raças autóctones portuguesas.

Fonte:

Suspensão Temporária da Campanha da Raiva - COVID-19

A Campanha da Raiva encontra-se suspensa temporariamente até à publicação de novo despacho que determine o seu reinício, devido ao COVID-19.
Consulte o Despacho n.º 3889/2020 que produz efeitos a partir do dia 31 de março.


Fonte: 
http://srvbamid.dgv.min-agricultura.pt/portal/page/portal/DGV/noticia/?detalhe_noticia=38224674

Medidas excecionais - mercados de gado vivo incluindo leilões

A DGAV emite a Orientação Técnica n.º 1/DGAV/COVID-19 sobre as Medidas excecionais a atender em mercados de gado vivo incluindo leilões, nomeadamente quanto às regas gerais de segurança e higiene capazes de salvaguardar a saúde de cada frequentador dos mercados, tendo em conta as Medidas de contingência e as  disposições legais atualmente em vigor.
Refere ainda as Medidas a adotar relativas:
1) à entrada dos animais no mercado ou leilão;
2) à permanência no evento;
3) à saída dos animais, bem como no que respeita  à classificação sanitária e à  Certificação Oficial para trocas intracomunitárias

Fonte: 

quarta-feira, 1 de abril de 2020

OMV reitera que “animais de companhia não representam risco”

O bastonário da Ordem dos Veterinários, Jorge Cid, veio reiterar que “animais de companhia não representam risco” de contágio depois das notícias que anunciaram que dois cães em Hong Kong — e agora um gato na Bélgica — foram confirmados pelas respetivas autoridades sanitárias como positivos para a presença do vírus Sars-CoV-2.

“São casos pontuais. Não há qualquer prova científica de que o animal transmita o vírus”, explicou Jorge Cid, citado pelo Expresso.

“Uma semana depois de a dona desenvolver sintomas, o animal também desenvolveu sintomas”, explicou o virologista Steven Van Gucht, na conferência de imprensa das autoridades belgas, realizada na passada sexta-feira, 27 de março. O animal terá apresentado sintomas como dificuldades respiratórias, vómitos e diarreia e o vírus terá sido detetado nas fezes do gato.

“Devem continuar a tratar bem os animais e agora, numa altura de quarentena, é boa altura para usufruir ainda mais da companhia dos animais”, acrescentou.

Apesar de indicar que “os animais de companhia não representam risco”, o bastonário relembra que quem estiver infetado deve manter o distanciamento social também de animais.

“Por exemplo, evite as lambidelas de cães e gatos e o contacto demasiadamente próximos. E nos cães os passeios devem ser curtos, sem aglomerados e quando voltarem para casa devem lavar as patas. As pessoas devem estar tranquilas”, explicou.


A Ordem dos Médicos Veterinários disponibilizou também uma FAQ (AQUI ) com várias perguntas e respostas sobre a possibilidade de transmissão do coronavírus de animais para humanos.


Entrevistado pela VETERINÁRIA ATUAL, também Francisco Antunes, professor catedrático jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, especialista em doenças infeciosas e líder do grupo de investigação Ambiente e Doenças Infeciosas do Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, explicou que “não há razão para que se pense que os animais de companhia, incluindo os cães, possam ser a fonte deste coronavírus novo (SARS-CoV-2), responsável pela doença designada de Covid-19”.


SEMPRE FIÉIS AMIGOS...


Não esqueça o amigo de quatro patas! No entanto, sempre que levar o seu animal à rua obedeça às regras de confinamento para segurança de todos.

 Mantenha o distanciamento social de pelo menos 2 metros;
 Passeie a menos de 1 km de casa;
 Limpe as patas do seu animal antes de entrar em casa.

 Ajude a parar o Coronavírus. Adote medidas responsáveis!

#santamariadafeira #covid19 #coronavirus #fiqueemcasa #DGS Direção-Geral da Saúde Ver menos

terça-feira, 31 de março de 2020

ANIMALAR

Este projeto faz parte do movimento #tech4COVID19, um grupo de voluntários que se juntou para encontrar soluções mais rápidas que a disseminação do novo coronavírus, responsável pela doença COVID-19 nos seres humanos.
Porque os nossos animais de estimação são parte da nossa vida e merecem todo o cuidado.

Entidades e Serviços
Porque cuidar dos nossos animais de estimação é cuidar do nosso bem-estar também.
Consulte algumas entidades e serviços disponíveis (Hotéis Caninos, Petsitting, Veterinários, Associações) - alguns gratuitos para profissionais de saúde / pessoas internadas com Covid-19:

Segue abaixo as mais próximas do Concelho de Santa Maria da Feira:

Tipo de entidade: Veterinários
Barkyn
Localização: Madeira, Santarém, Coimbra, Lisboa, Viana do Castelo, Guarda, Leiria, Braga, Viseu, Portalegre, Beja, Évora, Vila Real, Setúbal, Açores, Castelo Branco, Aveiro, Porto, Faro, Bragança
Telemóvel: 912641902
Website: www.barkyn.com
Preço: Gratuito

Tipo de entidade: Pet Sitting / Dog Walking
Amar & Cuidar Pet Services
Localização: Porto
Email: amarcuidar.petservices@gmail.com
Telemóvel: 912625281
Tipo de entidade: Pet Sitting / Dog Walking
Website: www.facebook.com/amarcuidarpetservices
Preço Sob consulta

Pet Home
Localização: Porto
Email: geral.pet.home@gmail.com
Telemóvel: 935094048
Website: www.facebook.com/apethome
Preço Sob consulta
Tipo de entidade: Pet Hotel
Pet Home
Localização: Porto
Email: geral.pet.home@gmail.com
Telemóvel: 935094048
Website: www.facebook.com/apethome
Preço Sob consulta

Casotas Balgaves
Localização: Porto
Telemóvel: 915355009
Preço Sob consulta

Solar do Cão e do Gato
Localização: Porto
Telemóvel: 911127194
Preço Gratuito

Pet Lovers Porto
Localização: Porto
Telemóvel: -
Preço Sob consulta

Tipo de entidade: Associação
Associação Animais de Rua
Localização: Porto, Vila Franca de Xira Maia, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Lisboa, Seixal, Sintra, Almada, São Miguel
Telemóvel: -
Website: www.animaisderua.org
Preço Gratuito

Tem uma associação, pet sitting ou hotel que pode ajudar a cuidar dos animais de profissionais de saúde / pessoas que não o podem fazer nesta altura?

Contactos:
#animalar

Perguntas Frequentes

OS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO PODEM ESTAR INFETADOS E/OU TRANSMITIR O CORONAVÍRUS?
De acordo com informação da Organização Mundial da Saúde (OMS) partilhada pela DGS (Direção-Geral da Saúde) e com a Ordem dos Médicos Veterinários, não há evidência de que os animais domésticos, tais como cães, gatos, coelhos ou porquinhos-da-índia, tenham sido infetados e que, consequentemente, possam transmitir o novo coronavírus. Há outros coronavírus que podem afetar animais mamíferos, no entanto não são da mesma estirpe (o SARS-CoV-2 é transmitido de humano para humano apenas).

POSSO LEVAR O MEU CÃO À RUA SEM CORRER O RISCO DE APANHAR O NOVO CORONAVÍRUS?
Pode passear o seu animal de estimação na rua sem qualquer problema, desde que cumprindo as normas de saúde e segurança recomendadas. O risco existe apenas no contacto próximo com superfícies comuns (dentro e fora do prédio / casa) ou com outras pessoas e outros animais na rua.

QUE CUIDADOS TENHO DE TER AO PASSEAR O MEU CÃO NA RUA?
Procure passear o seu animal num jardim ou local mais isolado, fora de grandes aglomerados de pessoas. Evite o contacto com outros cães, bem como o seu próprio contacto com superfícies comuns e outras pessoas na rua. Mantenha a higiene social recolhendo os dejetos do seu cão e colocando-os no lixo, com um cuidado extra. Lave as patas do seu animal com água e sabão (por exemplo numa bacia) e as suas mãos assim que regressar a casa. Se tiver a COVID-19 ou um fizer parte de um grupo de risco, deverá pedir a algum familiar ou serviço especializado que faça o passeio por si, por uma questão de precaução.

POSSO CONTINUAR A ALIMENTAR UMA COLÓNIA DE GATOS DE RUA?
Pode continuar a sair à rua para alimentar colónias de gatos desde que mantendo as normas de saúde e segurança recomendadas. Deve deslocar-se de forma segura até às colónias, evitando superfícies comuns e o contacto próximo com outras pessoas. Deve lavar as mãos antes e no seu regresso a casa. Se a colónia ficar longe da sua casa, pode pedir a alguém mais próximo que possa cuidar dela por si.

FUI DIAGNOSTICADO/A COM COVID-19. POSSO CONVIVER COM ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO?
A OMS e a OMV recomendam que pessoas diagnosticadas com COVID-19 limitem o contacto com animais de companhia e outros, evitando festas ou carícias, beijos ou partilha de alimentos, por uma questão de precaução e por ainda não existirem evidências sobre a possibilidade de transmissão a outras pessoas através do pelo. É recomendado que exista uma atenção extraordinária na prestação de cuidados aos animais, implementando sempre medidas de higiene básicas: lavar as mãos antes e depois de lhes tocar ou mexer na sua comida, usar luvas e máscara facial no contacto com eles. Deve lavar os seus brinquedos diariamente com sabão e depois passar com um pouco de álcool. Se possível, procure alguém que possa prestar estes cuidados em seu lugar.

SOU PROFISSIONAL DE SAÚDE / ESTOU INTERNADO NO HOSPITAL. COMO POSSO OBTER AJUDA PARA OS MEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO?
Existem diversos serviços de pet sitting, associações e hotéis para animais com vontade de ajudar que podem cuidar dos animais de estimação por si, alguns até gratuitamente. Basta entrar em contacto com um destes serviços, explicar a situação e encontrar a forma ideal de receber esta ajuda. Tenha atenção para incentivar a pessoa / empresa a manter todos os cuidados básicos de higiene no contacto consigo, com o animal e com a sua casa.

SE O MEU ANIMAL DE ESTIMAÇÃO ADOECER DEVO LEVÁ-LO AO VETERINÁRIO?
Se suspeitar que o seu animal esteja doente ou sofreu algum trauma, deve ligar para a clínica veterinária antes de se dirigir até lá. As clínicas veterinárias têm implantado um plano com medidas de prevenção de infeção por Covid-19 e fazem a devida triagem telefónica em cada caso. Deve perguntar e saber quais são as medidas implementadas pela sua clínica, para que as possa cumprir para o bem da sua saúde, do seu animal e de outros. Pode ainda recorrer aos serviços gratuitos da Barkyn de triagem veterinária. Para mais dúvidas sobre os animais e o novo coronavírus, consulte telefonicamente um profissional veterinário ou fale com um através do nosso live chat.

O QUE DEVO PLANEAR / PRECAVER EM CASA PARA O BEM-ESTAR DOS MEUS ANIMAIS?
Assegure-se de que tem alimentação suficiente para as próximas semanas, uma vez que, com a dificuldade de circulação entre países devido ao controlo de fronteiras, pode haver mais demora no fornecimento destes bens. O mesmo em relação à disponibilidade destes produtos em supermercados e lojas de animais. 


sábado, 28 de março de 2020

Como lavar as patas dos cães depois do passeio?


Apesar das muitas limitações ao comércio, serviços e circulação anunciadas pelo Governo português aquando da declaração de estado de emergência, no dia 18 de março, uma das exceções de circulação é exatamente o passeio de animais de companhia, que deverá ser mantido por uma questão de bem-estar animal. [1] Mas, a medida, que é transversal a vários países, incluindo Itália, pode tornar-se mais segura com alguns cuidados básicos de higiene para os pets. [2]

Em entrevista à CMTV, o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), Jorge Cid, disse que, “por prevenção”, a OMV recomenda que “cada vez que os detentores forem passear o seu animal de companhia à rua” devem “limpar as suas patinhas”.

Muitos dos animais passam a maior parte do tempo dentro de casa e, tendo em conta que o vírus se pode manter várias horas ou dias em superfícies, podendo mesmo ser transportado para dentro de casa, a higienização das patas dos animais de companhia depois do passeio é aconselhada.
[3]Estes cuidados vão ao encontro do que tem sido anunciado para os cidadãos humanos por várias entidades ligadas à saúde, incluindo o Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, que encoraja as pessoas a deixar a roupa e sapatos usados na rua à entrada para evitar a contaminação de superfícies no interior da casa.

Dependendo do tipo de passeio e sua duração, de acordo com Filipe Garrido, médico veterinário dos Veterinários Sobre Rodas, citado pela Visão, “pode ser suficiente uma boa lavagem das patas com sabão azul e branco, sem esquecer as áreas interdigitais das almofadas”.

“O sabão e sabonetes que usamos em casa podem não destruir o vírus, mas garantem que ele não fica na pele. Através da sua remoção mecânica, acaba por não sobreviver muito tempo sem um hospedeiro para se replicar”, explica.

A Organização Mundial de Saúde tinha também publicado no seu site várias soluções para produção de desinfetante das mãos e que, de acordo com o veterinário, podem ser realizadas para a lavagem das patas dos cães, submergindo-as num recipiente, por forma a eliminar e destruir o vírus.

O guia de produção local pode ser consultado através do link: https://www.who.int/gpsc/5may/Guide_to_Local_Production.pdf?ua=1 [4]

Um dos exemplos é uma solução que combina 80 ml de álcool 96%, 5 ml de água oxigenada e 15 ml de água, devendo também adicionar-se gotas de glicerol, parafina, ou outro lubrificante adequado para evitar deteriorar o estado da pele.

“Como a estrutura do vírus varia, deve ser sempre consultado qual o método mais eficaz para a sua destruição”, alerta o médico veterinário Filipe Garrido.

A lixívia, a água oxigenada e o álcool, por exemplo, atuam sobre o vírus através da destruição da membrana e da cápsula viral, tornando-se mais eficazes na sua destruição. Contudo, deve evitar-se a lixívia na limpeza das patas dos cães, já que pode provocar problemas de saúde. “A lixívia tem o potencial de causar dermatite de origem química, sendo uma porta de entrada para outros agentes bacterianos e virais”, explica o veterinário.

Fonte:h //www.veterinaria-atual.pt/na-clinica/como-lavar-as-patas-dos-caes-depois-do-passeio/

URLs in this post:

[1] anunciadas pelo Governo português aquando da declaração de estado de emergência, no dia 18 de março, uma das exceções de circulação é exatamente o passeio de animais de companhia, que deverá ser mantido por uma questão de bem-estar animal.: https://www.veterinaria-atual.pt/destaques/lojas-de-animais-e-clinicas-veterinarias-continuarao-abertas/

[2] é transversal a vários países, incluindo Itália, pode tornar-se mais segura com alguns cuidados básicos de higiene para os pets.: https://www.veterinaria-atual.pt/na-pratica/posso-passear-o-meu-cao-associacao-italiana-emite-recomendacoes-para-detentores-de-animais/

[3] Image: https://www.veterinaria-atual.pt/wp-content/uploads/sites/4/2020/03/Flyer_Evite_o_Virus-1.jpg

[4] https://www.who.int/gpsc/5may/Guide_to_Local_Production.pdf?ua=1: https://www.who.int/gpsc/5may/Guide_to_Local_Production.pdf?ua=1


sexta-feira, 13 de março de 2020

COMUNICADO CIAMTSM - 13/03/2020



A Associação de Municípios das Terras de Santa Maria, vai suspender temporariamente um conjunto de serviços no Canil Intermunicipal, considerados como não essenciais, tendo em vista permitir aos funcionários uma dedicação exclusiva ao bem estar animal.
Assim, estão suspensas as visitas ao Canil Intermunicipal para efeitos de adoção ou quaisquer outras.
A presente decisão fundamenta-se nos princípios da prevenção e da previsível diminuição de recursos humanos que se poderá vir a verificar na situação atual.

S. João da Madeira, 13 de março de 2020

O Secretário – Geral da AMTSM

Eng.º Joaquim Santos Costa

https://www.facebook.com/CIAMTSM/?__cft__[0]=AZWnqd01V2PQpddCYyEJYHOy8DUiMYHw-68OuP1q-h0uqYsgzVtosJhrw7QBintYv3X5Lz6xQCItPFGjS63qv32FsshsrFrPZ24bKLCrnxLK6oCwxxNVZgzB-HG6H7DOyAW5D9jGdgVYWFD0JaMPgoJJt9PGqGWz1hjIjabZdXeDBw&__tn__=-UC%2CP-R

Aviso - Suspensão do Atendimento ao Público no Canil Municipal de Santa Maria da Feira

O presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira anunciou no dia 11 de março, em conferência de imprensa, um conjunto de medidas temporárias com vista a reduzir os riscos de exposição e contágio pelo Coronavírus SARS – 2 (Covid-19), no concelho.
Nesse sentido, informamos os nossos utentes, que até 3 de abril, estão suspensas as visitas ao Canil Municipal para efeitos de atendimento ao público para vacinação, identificação eletrónica e adoções.
As instalações estarão assim fisicamente encerradas ao público.
O Canil Municipal assegurará, neste interregno, os cuidados dos animais que temos a nosso cargo.
Estas medidas não são de quarentena nem de isolamento. Até ao momento não há qualquer funcionário ou utente do Canil Municipal que seja caso confirmado ou suspeito de Coronavirus-covid-19.
Para qualquer esclarecimento ou dúvida utilizem preferencialmente o telefone 256370800 ou 918171243 ou o email canil.municipal@cm-feira.pt.
Consulte as MEDIDAS PREVENTIVAS, o PLANO DE CONTINGÊNCIA e os PROCEDIMENTOS adotados pelo Município de Santa Maria da Feira para reduzir os riscos de exposição e contágio pelo COVID-19.

ATENÇÃO!!!
Os animais de companhia não estão neste momento identificados como transmissores da doença. Está recomendado termos com eles os mesmos cuidados que temos entre nós.
Estas medidas excecionais visam reduzir o contacto/interação entre seres humanos. 
A permanência de várias pessoas no canil municipal comporta risco de contágio. 
Agradecemos a colaboração e compreensão de todos.

quarta-feira, 11 de março de 2020

COVID-19 – Recomendações da Ordem dos Médicos Veterinários


O novo Coronavírus SARS-CoV-2, agente causal da COVID-19, foi identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, na China, na Cidade de Wuhan, sendo que as pessoas infetadas apresentam sinais e sintomas de infeção respiratória aguda (febre, tosse e dificuldade respiratória). Nos casos mais graves pode originar pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência de vários órgãos e morte.
Deve-se ainda ter em conta os seguintes critérios epidemiológicos: história de viagem para áreas com transmissão comunitária ativa ou contacto com um caso confirmado ou provável de infeção por COVID-19 nos 14 dias antes do início dos sintomas ou contacto com profissional de saúde ou pessoa que tenha estado numa instituição de saúde onde são tratados doentes com COVID-19.
O COVID-19 pode transmitir-se através de gotículas respiratórias (partículas superiores a 5 micra), contacto direto com secreções infeciosas e por aerossóis em procedimentos terapêuticos que os produzem (inferiores a 1 micron).
Face à evolução do número de casos que têm vindo a ser confirmados por infeção por COVID-19, em Portugal, a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) decidiu emitir algumas recomendações para auxiliar os Médicos Veterinários no exercício da sua profissão, para além da adoção das medidas preventivas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde, nomeadamente a lavagem frequente das mãos com água e sabão e evitar o contacto próximo com pessoas com infeções respiratórias.
Estando os Médicos Veterinários, no seu dia-a-dia, em contacto direto com os detentores dos animais e assim expostos aos diferentes fatores de risco de contaminação por COVID-19, a OMV aconselha as seguintes medidas a implementar nos CAMV:
•Disponibilizar meios de proteção para o Médico Veterinário, nomeadamente máscaras (que devem ser trocadas a cada duas horas), batas e luvas;
•Lavar cuidadosamente as mãos antes e depois de tratar os animais;
•Após cada consulta limpar e desinfetar, de imediato, todas as superfícies de contacto. Obedecer a todos os procedimentos universais de esterilização e desinfeção;
•Evitar os cumprimentos com beijos ou apertos de mão antes e depois da consulta;
•Durante o tratamento do animal evitar a presença do detentor, exceto se for estritamente necessário;
•No caso do animal se encontrar internado, cabe ao Diretor Clínico decidir a hora da visita, de forma a evitar a acumulação de pessoas no mesmo local;
•Restringir o número de pessoas que acompanham os animais, permitindo apenas a presença de uma na sala de espera. O ideal será o agendamento prévio da consulta, de forma a evitar a acumulação de pessoas no CAMV.
•Disponibilizar solução antisséptica de base alcoólica na sala de espera e consultórios para desinfeção das mãos dos detentores à entrada e saída destas instalações;
•Nas instalações sanitárias do CAMV disponibilizar toalhetes para a secagem das mãos e colocar informação sobre a correta lavagem e higienização das mesmas;
•Os detentores que apresentem sintomas não devem acompanhar o animal, devendo-se disponibilizar um número de telefone para o mesmo contactar com o Médico Veterinário.
O Médico Veterinário deve ainda ponderar bem a participação em reuniões, ações de formação e outros eventos em Portugal e principalmente no estrangeiro.
De acordo com as orientações da Direção Geral de Saúde as empresas/entidades deverão adotar um Plano de Contingência (veja aqui), para resposta ativa a um cenário de infeção pelo COVID-19, pelo que a OMV disponibiliza algumas orientações e procedimentos a adotar pelo CAMV (veja aqui).
Consulte ainda a nova definição de caso emitida pela Direção Geral de Saúde a 04 de março de 2020 (veja aqui).
No que se refere ao contacto com os animais poderá consultar as recomendações da WSAVA aqui.

COVID-19 (novo coronavírus (SARS-COV-2) - Conselhos


Prevenção
  • Lave frequentemente as mãos com água e sabão ou use solução à base de álcool
  • Quando espirrar ou tossir tape o nariz e a boca com o braço
  • Use lenços de papel descartáveis e de utilização única
  • Se regressou de uma área afetada, evite o contacto próximo com outras pessoas

Esteve perto de alguém com COVID-19 e NÃO tem sintomas?
Se NÃO tem febre, tosse ou dificuldade em respirar deve:
  1. Evitar estar próximo de pessoas durante 14 dias
  2. Medir a temperatura 2 vezes por dia

Esteve perto de alguém com COVID-19 e TEM sintomas?
Se TEM febre, tosse ou dificuldade em respirar deve:
  1. Ligar para o SNS 24 – 808 24 24 24 e seguir as orientações dadas
  2. Evitar estar próximo de pessoas

Siga as recomendações e ajude a evitar o contágio!

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